Olhos que Iluminam ou Escurecem a Vida
No contexto do Sermão do Monte, Jesus ensina sobre valores do Reino e confronta a superficialidade da religiosidade exterior. Em Mateus 6.22-23, a metáfora do “olho” como lâmpada do corpo aponta para o centro da vida interior, isto é, para aquilo que governa desejos, intenções e decisões. Na mentalidade bíblica, o “olho bom” representa um coração íntegro, simples e totalmente orientado para Deus, enquanto o “olho mau” revela uma visão distorcida pela cobiça, pelo egoísmo e pela duplicidade espiritual. Assim, Jesus estabelece uma ligação direta entre a forma como vemos e desejamos o mundo e a condição espiritual de todo o nosso ser: quando a visão é corrompida, as trevas não são apenas externas, mas internas e profundas.
A aplicação desse ensino é direta e desafiadora para a vida cristã. Somos chamados a examinar constantemente para onde dirigimos nosso olhar e o que alimenta nosso coração. Um olhar moldado pelo Reino gera luz, discernimento e vida alinhada com a vontade de Deus (Sl 119.105), mas um olhar dominado por valores contrários ao evangelho produz confusão espiritual e afastamento da verdade. Por isso, cultivar um “olho bom” significa viver com foco em Deus, permitindo que Ele governe nossas prioridades, escolhas e afetos. Quando Cristo é o centro da nossa visão, toda a vida é iluminada; quando Ele deixa de ser, até aquilo que julgamos luz pode se tornar profunda escuridão.
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