Devocional 33 - 1 Coríntios 6.12

Liberdade que não escraviza - 1 Coríntios 6.12

A igreja de Corinto vivia cercada por uma cultura permissiva, marcada por imoralidade e relativismo ético. Nesse contexto, alguns cristãos repetiam o slogan: “tudo me é lícito”. Paulo responde afirmando a realidade da liberdade cristã, mas acrescenta dois filtros indispensáveis: “nem tudo convém” e “eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. O apóstolo desloca o debate do campo meramente jurídico para o campo espiritual. A questão não é apenas se algo é permitido, mas se é proveitoso e se mantém o crente sob o senhorio de Cristo. A liberdade que Cristo concede não é autonomia absoluta; é libertação do pecado para viver em santidade (cf. Rm 6.14).

Aplicando esse princípio, o cristão maduro submete suas escolhas ao critério da utilidade espiritual e do domínio próprio. Há práticas que podem não ser explicitamente proibidas, mas produzem dependência, distração espiritual ou enfraquecimento da comunhão com Deus. Paulo estabelece um limite claro: nada deve exercer poder sobre aquele que pertence a Cristo. O evangelho não apenas nos livra da culpa; ele nos liberta da escravidão. Portanto, a pergunta diária do discípulo não é “isso é lícito?”, mas “isso glorifica a Deus e preserva minha liberdade em Cristo?”.

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